EDIUM CLÁSSICOS

 

A MORTE DE IVAN ILITCH

LEON TOLSTOI

Por muitos considerada a mais bela novela jamais escrita A Morte de Ivan Ilitch publicada em 1886, retrata com uma aguda profundidade o tema da morte e o sentido da vida, personalizada em Ivan Ilitch, um juiz russo que na antecâmara da morte faz uma reflexão profunda sobre todas as etapas da sua vida desvendando-se a si próprio. A edium editores publica esta obra essencial, com tradução de Luís Varela Pinto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A QUEDA DA CASA DE USHER E OUTROS CONTOS

 

A Queda da Casa de Usher, Ligeia, O Poço e o Pêndulo e A Máscara da Morte Vermelha. Trad. Luís V.Pinto.

 

EDGAR ALLAN POE

Não será exagerado admitir que Poe, pela sua produção literária, abriu as portas da arte século XX, que todos nós gostamos de chamar arte moderna. Os franceses gostam de conceder este privilégio a Balzac, os alemães a Goethe; e, não me custa admitir, alguma razão, de acordo com ponto de vista que se adopte. No entanto, e no que se refere à disposição natural do ser humano, nenhuma outra sensibilidade investe tão profundamente na psicologia do indivíduo moderno característico dos finais do século como Poe. Ele foi o primeiro daqueles tão caracteristicamente desdobrados, daqueles cuja natureza bifurcada, de espírito metade razão metade sentimento, que caracterizaram toda a problemática que envolveu a criação literária dessa época. (Arthur Moeller van den Bruck (1876/1925) ensaísta alemão.

 

 

 

 

CONTOS

KATHERINE MANSFIELD

Katherine Mansfield (1888/1923) está considerada como uma das figuras literárias mais expressivas da narrativa breve do período modernista. Os seus contos, plenos de carga poética, são simultaneamente delicados e irónicos. Caracterizam-se por uma subtil sensibilidade para captar as emoções, os estados de alma, e revelam conflitos internos que os personagens têm de afrontar para resolver. O seu estilo foi muito influenciado por o escritor russo Tchekov. Esta edição da edium, que inclui três dos seus contos extraídos da colectânea “The Garden Party” (1922)Desconhecido,Casamento à la Mode e Uma Família Ideal, com tradução de Luís Varela Pinto. Prevista para Dezembro próximo está a publicação do que é, porventura, o seu mais consagrado trabalho, “Bliss“.

 

 

 

 

 

 

 

A LEI DA VIDA E OUTROS CONTOS

JACK LONDON

John Griffith London (1876/1916), que todos conhecemos como Jack London, foi um dos vultos mais peculiares da literatura universal. A expressão “a realidade supera por vezes a ficção” é seguramente a mais ajustada para se referir a vida deste autor. Sem embargo da sua prodigiosa qualidade literária a grande novela de Jack London foi sem dúvida a sua própria vida. Nesta edição, a edium traz até si três contos de London: o mundialmente aclamado “To Build a Fire” na segunda versão de 1908, “The Law of Life” as meditações velho índio de Klondike confrontado com a inevitabilidade do destino e “The unexpected” outro conto saído da colectânea “Tales of the North”.

Nascido na dura S. Francisco dos finais do século XIX, passou os primeiros anos da sua vida entre embarcadiços e garimpeiros. Com eles viveu as suas primeiras aventuras quando, ainda adolescente, abandonou a sua cidade de Oakland, onde vivia humildemente com a família. Durante praticamente cinco anos, Jack London trabalhou em quase todos os imagináveis ofícios: foi pedreiro, assalariado agrícola, pescador tendo inclusive servido num barco de guarda costeira perseguindo os mesmos pescadores furtivos de ostras, outrora companheiros de embarque.

Após este período sob duras condições de vida London chegou à conclusão de que o seu futuro carecia de perspectivas. Por isso, com dezanove anos, Jack London decidiu ir estudar. Procurava riqueza e para lográ-lo tinha um plano: iria ser escritor.

Entre todos os que o conheciam, London desfrutava da fama de ser um indivíduo tremendamente activo e empreendedor; não foi pois com surpresa que os seus contos começaram a granjear um certo êxito quando publicados nos diários locais. Mas Jack London era também um homem ambicioso e sabia que nenhum modesto autor local havia ganho muito dinheiro. Por isso, para conseguir material para os relatos que lhe abririam as portas da fama, juntou-se às expedições à pesquisa de ouro que partiam para o Alaska.

A partir de 1897 a revista Overland Monthly iniciou a publicação de uma série de contos sobre as selvagens terras do norte que, por fim, haveriam de fazer de London um autor famoso. Pouco depois chegariam novelas como “The Call of the Wild” (1903) o “White Fang” (1906) que viriam a consagrá-lo literariamente e como uma das personagens mais populares do seu tempo.

A morte encontrá-lo-ia cedo (Jack London tinha 40 anos) e envolta em algum mistério. Viveu os seus últimos anos num rancho que havia adquirido na Califórnia, padecendo de um deficiência renal que o atormentava. Fazia uso da morfina para superar as dores mas, ainda hoje, se discute se a dose fatal que ministrou seria acidental ou suicídio, pois este era tema recorrente nos seus últimos escritos.

 

 

 

 

 

 

 

MEDITAÇÕES

 MARCO AURÉLIO (Imperador Romano, Séc. I)

 As Meditações de Marco Aurélio eram uma leitura muito na moda há duas gerações. Era o tempo em que o catálogo de qualquer bom editor incluía sempre uma elegante colecção de bolso dos clássicos; e, de entre estas, poucas haveria em que não aparecessem as Meditações. A voga já passou, mas talvez explique a razão por que o livro ainda é conhecido de nome por tanta gente, muito embora o conhecimento do seu conteúdo seja mais raro do que foi outrora. De facto, quando uma pessoa escolhe este livro, pode muito bem perguntar-se, «De que é que tratará? Que assuntos irei encontrar lá dentro?» Devo, por isso, e desde já, prevenir o leitor de que não pode esperar encontrar nele qualquer tema continuado ou conexo. Trata-se apenas do diário ou “livro de apontamentos” onde Marco Aurélio, de tempos a tempos, registava qualquer coisa que lhe parecesse merecer a pena guardar. Ora regista um pensamento sugerido por qualquer acontecimento recente ou encontro pessoal; ora medita sobre os mistérios da vida e da morte do homem; ora recorda uma máxima prática para o auto-aperfeiçoamento, ora transcreve das suas leituras do dia um pensamento de que gostou particularmente. Todos estes assuntos, e uma grande variedade de outros, são registados à medida que ocorreram ao escritor. O leitor pode iniciar a leitura do livro ou interrompê-la em qualquer ponto à sua escolha, e ler tantas ou tão poucas entradas quanto lhe apeteça. Em resumo, Marco deu-nos um excelente livro para ter na mesa de cabeceira.

(Da introdução à obra), trad. Luís Varela Pinto

 

 

 

 

 

 

 

A HISTÓRIA DO BATEL “VAE COM DEUS” E A SUA COMPANHA

RAUL BRANDÃO

 A edição desta obra é motivo de grande orgulho para edium editores pois trata-se de um inédito de Raul Brandão em livro autónomo. A edição, recolha e nota editorial do Prof. Cunha e Silva, conta com um magnífico prefácio do Dr. Joaquim Pinto da Silva, conhecido brandoniano. Esta edição conta ainda com um valoroso glossário dos termos mareiros elaborado com a colaboração do Napesmat (Núcleo de Amigos dos Pescadores de Matosinhos).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AZUL

RUBEN DÁRIO

(Tradução de Maria Mamede)

RUBEN DÁRIO (Felix Rubén Garcia Sarmiento) nasceu em Metapa (Nicarágua) a 18 de Janeiro de 1867. Com a publicação de”Azul”, 1888, seu primeiro livro, tornou-se o precursor e representante máximo do Modernismo em língua castelhana; desde o enigmático título da obra até à pouco usual estrutura da obra, composta por contos e poemas, este livro é um marco do Modernismo literário: a renovação dos temos, os ambientes luxuosos galantes e refinados, a influência cultural francesa, a fantasia, as obsessões individuais, a reivindicação da criação do artista face a uma sociedade insensível e positivista, as técnicas e imagens impressionistas, o novo sentido de ritmo e sonoridade e um vocabulário exótico e expressivo fazem desta obra, uma edição imprescindível, que se apresenta agora, numa edição de edium editores, traduzida pela poetisa Maria Mamede.





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